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Com mais de 500.000 estudantes de direito em todo país o curso é hoje um dos mais concorrido nos vestibulares
Durante muito tempo, os profissionais do
Direito do Brasil eram bacharéis, um tanto revolucionários, formados na Universidade de Coimbra. Com a Independência do país surgiu a necessidade da criação de uma justiça independente. Assim surge em 1827 as primeiras escolas de Direito do Brasil, as Academias de Direito e Ciências Sociais em São Paulo e Olinda.
Atualmente o curso de Direito é um dos mais concorridos no país. Estima-se que exista mais de 500.000 mil estudantes de Direito em todo o Brasil. O curso tem a duração de cinco anos, e quando o acadêmico se forma ele se torna bacharel em Direito, não podendo ainda advogar, pois precisa receber a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, mérito conseguido com a realização de uma prova. Profissionalmente, o formando pode atuar em diversas áreas do Direito, como, advocacia, delegado de polícia, magistratura, promotoria e procuradoria de justiça ou tornar-se um profissional liberal.
Para o coordenador do curso de Direito da Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas,
Facitec, Marco Veiga, existem quatro segmentos bem nítidos para aquelas pessoas que escolhem fazer Direito. O primeiro são pessoas que carecem única e exclusivamente do diploma, o segundo são os messiânicos, ou seja, pretendem dar aula, fazer mestrado e doutorado. O terceiro grupo é caracterizado pelo Coordenador como os concurseiros, e o último grupo são os acadêmicos interessados em advogar. “O mercado de trabalho para o profissional de Direito tem uma abrangência muito grande”, completa Veiga.
A questão de qual segmento irá seguir divide opiniões entre os estudantes de Direito. É cada vez maior o número de pessoas que optam pelo
concurso público, é o caso do estudante do primeiro semestre de Direito da Facitec, Jairon Pimentel, 20. “O meu objetivo em fazer Direito é poder prestar concurso público para ter estabilidade e garantir minha aposentadoria”, confessa o acadêmico que acredita que o profissional da área de Direito deva ser sempre “o Melhor”.
Os cursos de Direito no Brasil sofreram uma redução de 6.323 vagas nos vestibulares desde 2008. O corte foi determinado pelo
Ministério da Educação, MEC, e faz parte do acordo assinado com as instituições de Direito que obtiveram um resultado insatisfatório no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes,
ENADE, e na prova da OAB. Hoje os cursos de Direito são supervisionados pelo MEC que relacionam os dados do ENADE com a prova da OAB.
“Existem vários critérios que são analisados pelo MEC para a autorização do curso de Direito nas instituições, como por exemplo, a demanda regional, a capacidade física da instituição, o quadro de professores qualificados com condições para conduzir os cursos e até mesmo o projeto pedagógico e o corpo docente da academia”, explica o coordenador de Direito.
Com as constantes transformações que ocorrem no mundo, o profissional de Direito precisa estar atento às novas possibilidades de atuação na sua área. Vários cursos são oferecidos para complementar os conhecimentos do bacharel, como o direito internacional ou o direito comercial. É essencial que o estudante antes mesmo de ingressar em uma faculdade consulte o Ministério da Educação para saber se o curso está regularizado e reconhecido para garantir a validade do seu diploma. A OAB também disponibiliza todos os anos os resultados com os nomes das faculdades que têm os cursos que estão de acordo com os seus critérios de aprovação.